AlUla, 27 de setembro de 2026. O Programa de Residência Artística de AlUla ampliou sua presença em plataformas internacionais de design, e vários de seus participantes venceram prêmios na quarta edição do Design Award, organizado pelo Institut du Monde Arabe, em Paris.
Conforme informou a agência estatal saudita SPA, a arquiteta e artista saudita Aseel Alamoudi recebeu o Emerging Talent Award por seu projeto “Playformation: The Curve and The Dot”, inspirado nas formações rochosas e nas curvas naturais de AlUla.
O Contemporary Craftsmanship Award foi entregue ao Altin Studio, fundado por Yasmine Sfar e Mehdi Kebaier, pela obra escultórica “Our AlUla Trilogy” (2025), composta por três peças intituladas “Wadi”, “Waha” e “Yusr”. As peças foram produzidas em madeira de palmeira e fibras vegetais.
Segundo a SPA, o projeto combina artesanato tradicional com design contemporâneo, inspira-se na paisagem e nos materiais naturais de AlUla e evoca as culturas da palmeira da Arábia Saudita e da Tunísia.
Os prêmios internacionais conquistados pelos participantes refletem, de acordo com a agência, o alcance crescente da iniciativa e a presença cada vez maior de sua produção criativa no cenário global, como parte do movimento cultural e artístico em curso em AlUla por meio de seus diversos programas de residência, exposições, eventos e festivais.
Quem observa a cena cultural saudita dos últimos anos já se acostumou a ver AlUla no centro das atenções. Mas será que o reconhecimento em Paris representa apenas mais um capítulo dessa trajetória, ou sinaliza algo mais profundo sobre o tipo de arte que está sendo produzida ali?
O Emerging Talent Award concedido a Aseel Alamoudi chama a atenção por um detalhe simples e revelador: o ponto de partida de seu projeto são as formações rochosas e as curvas naturais de AlUla. Não se trata de um tema importado, mas de uma leitura direta do território. A obra “Playformation: The Curve and The Dot” nasce, portanto, de uma observação atenta da paisagem local, transformada em linguagem de design.
Vale perguntar: o que faz uma formação rochosa se tornar matéria-prima de um projeto criativo apresentado em Paris? A resposta, no caso de Alamoudi, parece estar na própria ideia de residência artística. Ao passar um período imersa em AlUla, a arquiteta e artista teve acesso não apenas ao visual do lugar, mas ao seu tempo, às suas texturas e às suas escalas. Esse contato prolongado é justamente o que diferencia uma residência de uma visita rápida.
O caso do Altin Studio segue uma lógica complementar, mas com um componente adicional. Fundado por Yasmine Sfar e Mehdi Kebaier, o estúdio apresentou “Our AlUla Trilogy” (2025), formada por três peças: “Wadi”, “Waha” e “Yusr”. Os títulos remetem a noções ligadas ao vale, ao oásis e à prosperidade, vocabulário que dialoga diretamente com a experiência de AlUla.
O material escolhido também merece atenção. As peças foram produzidas em madeira de palmeira e fibras vegetais. Não são materiais nobres no sentido tradicional do termo, mas sim recursos ligados à vida cotidiana e à agricultura de oásis. A escolha não é neutra: ela conecta o objeto artístico ao ambiente do qual ele fala.
E aqui surge outra pergunta: por que a madeira de palmeira e as fibras vegetais carregam tanta força simbólica nesse contexto? Talvez porque a palmeira seja, há gerações, um elemento estruturante da vida nos oásis, e porque trabalhar com ela exige domínio de técnicas transmitidas ao longo do tempo. Ao levar esses materiais para uma obra escultórica contemporânea, o Altin Studio coloca em diálogo o saber fazer herdado e a pesquisa formal atual.
A SPA destaca que o projeto combina artesanato tradicional com design contemporâneo, inspira-se na paisagem e nos materiais naturais de AlUla e evoca as culturas da palmeira da Arábia Saudita e da Tunísia. Esse último ponto é relevante: a obra não se limita a uma única tradição nacional. Ela aproxima duas culturas ligadas à palmeira, a saudita e a tunisiana, por meio de uma colaboração entre fundadores de origens distintas.
Será que essa dimensão transnacional é acidental ou faz parte da proposta do programa de residência? A própria trajetória do Altin Studio sugere que a colaboração entre Yasmine Sfar e Mehdi Kebaier é constitutiva do trabalho, e não um detalhe posterior. Ao receber o Contemporary Craftsmanship Award, o estúdio vê esse diálogo reconhecido por uma instituição sediada em Paris.
O Institut du Monde Arabe, organizador do Design Award em sua quarta edição, ocupa uma posição particular nesse circuito. Trata-se de uma instituição dedicada ao mundo árabe e localizada na capital francesa, o que cria uma ponte entre produção regional e público internacional. Não é por acaso que os participantes do programa de AlUla encontraram ali uma vitrine.
Mas o que exatamente esse tipo de premiação mede? Ele não avalia apenas a qualidade formal de uma peça. Ao distribuir categorias como Emerging Talent e Contemporary Craftsmanship, o Design Award sinaliza quais direções de pesquisa estão sendo consideradas relevantes em determinado momento. No caso desta quarta edição, duas dessas direções vieram de AlUla.
A SPA afirma que os prêmios internacionais conquistados pelos participantes refletem o alcance crescente da iniciativa e a presença cada vez maior de sua produção criativa no cenário global. A formulação é institucional, mas aponta para um fenômeno concreto: um programa de residência localizado no noroeste da Arábia Saudita passou a ter desdobramentos em Paris.
Como um programa de residência constrói esse tipo de alcance? Parte da resposta está na continuidade. A SPA menciona que o movimento cultural e artístico em AlUla se dá por meio de diversos programas de residência, exposições, eventos e festivais. Ou seja, a premiação não é um episódio isolado, mas o resultado visível de uma estrutura que combina acolhimento de artistas, produção e circulação de obras.
Vale considerar o que significa, para uma arquiteta e artista saudita como Aseel Alamoudi, receber um prêmio de talento emergente em Paris. O reconhecimento não altera apenas o currículo individual. Ele também insere a produção de AlUla em uma conversa mais ampla sobre design contemporâneo, na qual referências locais deixam de ser exotismo e passam a ser vocabulário.
Não se pode ignorar, no entanto, que a SPA não informa quantos participantes do programa concorreram, quantas obras foram submetidas ao Design Award em sua quarta edição, nem qual foi o tamanho total da premiação. Também não há detalhes sobre o processo de seleção, sobre os critérios dos jurados ou sobre eventuais menções a outros participantes.
Essas lacunas não diminuem o resultado, mas ajudam a situá-lo. O que se sabe é objetivo: dois reconhecimentos, em duas categorias distintas, concedidos a participantes do Programa de Residência Artística de AlUla em uma premiação internacional realizada em Paris. Um deles premiou um projeto inspirado nas formações rochosas e curvas naturais de AlUla; o outro, uma trilogia escultórica em madeira de palmeira e fibras vegetais.
Há ainda uma pergunta que costuma acompanhar esse tipo de notícia: o que acontece depois do prêmio? A SPA não detalha os próximos passos dos premiados, nem indica se as obras seguirão em exibição, se serão adquiridas por coleções ou se integrarão novas mostras. O texto se concentra no reconhecimento em si e no contexto mais amplo do movimento cultural de AlUla.
Esse contexto, aliás, é mencionado de forma explícita. A agência relaciona os prêmios ao dinamismo cultural e artístico em curso na região, sustentado por programas de residência, exposições, eventos e festivais. A ideia subjacente é que a premiação internacional funciona como confirmação externa de um esforço interno contínuo.
Mas será que o público acompanha esse esforço para além dos momentos de premiação? Exposições, eventos e festivais têm calendários próprios, e a maior parte da produção artística não recebe cobertura internacional. O caso do Design Award é, portanto, um recorte visível de um processo muito mais extenso, cujos detalhes cotidianos raramente chegam às manchetes.
Outro aspecto que merece reflexão é a relação entre material e memória. “Our AlUla Trilogy” foi feita em madeira de palmeira e fibras vegetais, e a SPA observa que o projeto evoca as culturas da palmeira da Arábia Saudita e da Tunísia. Ao escolher esses materiais, o Altin Studio não apenas resolve uma questão estética; ele também ativa uma memória ligada ao cultivo, à sombra e à subsistência nos oásis.
O mesmo pode ser dito da inspiração de Aseel Alamoudi nas formações rochosas e nas curvas naturais de AlUla. A paisagem ali não é cenário passivo. Ela impõe formas, ritmos e escalas que o projeto “Playformation: The Curve and The Dot” parece traduzir para uma linguagem própria do design.
Como essas traduções são recebidas fora de seu contexto de origem? A premiação em Paris oferece uma pista, mas não uma resposta completa. O que se pode afirmar, com base na SPA, é que o júri do Design Award reconheceu tanto um talento emergente quanto uma obra de artesanato contemporâneo ligada a AlUla, em sua quarta edição.
Resta acompanhar se esse tipo de reconhecimento se repetirá em edições futuras e se outros participantes do programa seguirão o mesmo caminho. Por ora, o que existe é um resultado documentado: dois prêmios, duas categorias, uma instituição em Paris e um programa de residência em AlUla que, segundo a agência estatal saudita, amplia seu alcance e sua presença criativa no cenário global.
Quem venceu o Emerging Talent Award e por qual projeto? A arquiteta e artista saudita Aseel Alamoudi venceu o Emerging Talent Award por seu projeto “Playformation: The Curve and The Dot”. Segundo a SPA, o trabalho foi inspirado nas formações rochosas e nas curvas naturais de AlUla. A premiação ocorreu na quarta edição do Design Award, organizado pelo Institut du Monde Arabe, em Paris, e reuniu participantes do Programa de Residência Artística de AlUla.
O que é “Our AlUla Trilogy” e quem a criou? “Our AlUla Trilogy” (2025) é uma obra escultórica do Altin Studio, fundado por Yasmine Sfar e Mehdi Kebaier. Ela é composta por três peças intituladas “Wadi”, “Waha” e “Yusr”, produzidas em madeira de palmeira e fibras vegetais. A SPA informa que o projeto combina artesanato tradicional e design contemporâneo e evoca as culturas da palmeira da Arábia Saudita e da Tunísia.
Qual prêmio o Altin Studio recebeu e em que categoria? O Altin Studio recebeu o Contemporary Craftsmanship Award pela obra “Our AlUla Trilogy” (2025). A premiação aconteceu na quarta edição do Design Award, organizado pelo Institut du Monde Arabe, em Paris. A SPA destaca que o trabalho une técnicas tradicionais e design contemporâneo, inspira-se na paisagem e nos materiais naturais de AlUla e aproxima referências ligadas à palmeira na Arábia Saudita e na Tunísia.
O que a SPA diz sobre o impacto desses prêmios? Segundo a SPA, os prêmios internacionais conquistados pelos participantes refletem o alcance crescente da iniciativa e a presença cada vez maior de sua produção criativa no cenário global. A agência relaciona esse resultado ao movimento cultural e artístico em curso em AlUla, sustentado por diversos programas de residência, exposições, eventos e festivais realizados na região ao longo do ano.
Quais informações a SPA não divulgou sobre a premiação? A SPA não informa quantos participantes do programa concorreram, quantas obras foram submetidas ao Design Award em sua quarta edição, nem o tamanho total da premiação. Também não detalha o processo de seleção, os critérios dos jurados ou eventuais menções a outros participantes. Não há indicação sobre os próximos passos dos premiados, como novas exibições ou aquisições das obras.
Onde e quando ocorreu a premiação? A quarta edição do Design Award foi organizada pelo Institut du Monde Arabe, em Paris. A notícia foi divulgada pela agência estatal saudita SPA em 27 de setembro de 2026, com data de AlUla. A SPA não especifica a data exata da cerimônia de premiação nem o local preciso dentro de Paris onde o evento foi realizado.





