A Arábia Saudita defendeu em Yerevan maior cooperação internacional e implementação mais rápida das metas globais de biodiversidade, convertendo compromissos ambientais em decisões, investimentos e parcerias com resultados concretos. O país descreveu a conservação da natureza como um investimento na estabilidade das nações, na segurança alimentar e hídrica e no desenvolvimento sustentável.
Conforme informou a agência estatal saudita SPA, a declaração foi apresentada pelo CEO do Centro Nacional de Vida Selvagem e chefe da delegação saudita, o dr. Mohammed Ali Qurban, na Cúpula de Líderes de Biodiversidade em Yerevan, realizada na sexta-feira, antes da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), prevista para 19 a 30 de outubro.
Qurban afirmou que a Arábia Saudita, sob a liderança do Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud, e de Sua Alteza Real o príncipe Mohammed bin Salman bin Abdulaziz Al Saud, príncipe herdeiro e primeiro-ministro, atribui grande importância à conservação da biodiversidade em linha com a Visão Saudita 2030, e adotou um quadro nacional de biodiversidade com 22 metas alinhadas ao Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal.
Segundo ele, as áreas protegidas cobrem agora 18,3% do território terrestre da Arábia Saudita e 16,2% do território marinho, rumo à meta de 30% de cada um até 2030. A Arábia Saudita também recuperou mais de um milhão de hectares de terras degradadas, plantou mais de 159 milhões de árvores como parte de sua meta de restaurar 40 milhões de hectares e liberou mais de 10 mil animais selvagens em seus habitats naturais.
Qurban destacou ainda o estabelecimento do Centro Nacional de Gestão de Resíduos para apoiar a transição para uma economia circular, a Organização Geral para a Conservação dos Recifes de Coral e Tartarugas no Mar Vermelho (SHAMS) e a Plataforma Aceleradora de Pesquisa e Desenvolvimento de Corais (CORDAP), lançada durante a presidência saudita do G20 em 2020.
O chefe da delegação saudita disse que alcançar as metas globais de biodiversidade exige passar dos compromissos à implementação, com decisões, investimentos e parcerias capazes de gerar resultados tangíveis. A declaração ocorre em um momento em que os países signatários da convenção se reúnem para avaliar o progresso em relação ao quadro de Kunming-Montreal, adotado para orientar a ação global até 2030.
Os números apresentados por Qurban colocam a Arábia Saudita em uma trajetória de expansão de áreas protegidas, restauração de terras e reintrodução de espécies. As áreas protegidas, que hoje somam 18,3% do território terrestre e 16,2% do marinho, ainda estão abaixo da meta de 30% para 2030, o que indica a necessidade de esforços adicionais nos próximos anos. A recuperação de mais de um milhão de hectares de terras degradadas e o plantio de mais de 159 milhões de árvores fazem parte de uma meta maior de restaurar 40 milhões de hectares, o que mostra que a maior parte do trabalho ainda está por vir.
A liberação de mais de 10 mil animais selvagens em habitats naturais é outra frente citada pelo chefe da delegação saudita. Essas ações se somam à criação de instituições voltadas à gestão de resíduos, à conservação de recifes de coral e tartarugas no Mar Vermelho e à pesquisa e desenvolvimento de corais. A plataforma CORDAP foi lançada durante a presidência saudita do G20 em 2020, e a SHAMS atua especificamente na conservação de recifes de coral e tartarugas no Mar Vermelho.
A COP17, que começa em 19 de outubro e vai até 30 de outubro, reúne países para discutir a implementação do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. A cúpula de líderes em Yerevan, realizada antes da conferência, serviu como espaço para que os países apresentassem suas posições e compromissos. A Arábia Saudita, por meio de sua delegação, levou ao encontro um balanço de suas ações domésticas e um apelo por maior cooperação internacional.
A declaração saudita enfatiza que a conservação da natureza não é apenas uma questão ambiental, mas um investimento na estabilidade das nações, na segurança alimentar e hídrica e no desenvolvimento sustentável. Essa abordagem conecta a biodiversidade a temas como segurança e desenvolvimento, ampliando o escopo das discussões para além da proteção de espécies e ecossistemas.
O quadro nacional de biodiversidade com 22 metas alinhadas ao acordo de Kunming-Montreal é o instrumento que a Arábia Saudita adotou para orientar suas políticas no setor. As metas cobrem áreas como conservação de ecossistemas, restauração de terras, proteção de espécies e uso sustentável de recursos. O alinhamento com o quadro global permite que o país reporte seu progresso de acordo com parâmetros internacionais.
A Visão Saudita 2030 é citada por Qurban como o contexto estratégico para as ações de conservação. O plano de diversificação econômica e desenvolvimento do país inclui metas ambientais, e a biodiversidade aparece como um dos componentes desse esforço. A ligação entre biodiversidade e desenvolvimento sustentável é um dos pontos centrais da mensagem saudita na cúpula.
As áreas protegidas terrestres e marinhas são um dos indicadores mais acompanhados nos relatórios de biodiversidade. A meta de 30% até 2030 é um dos compromissos do Quadro de Kunming-Montreal, e a Arábia Saudita está atualmente em 18,3% no ambiente terrestre e 16,2% no marinho. Isso significa que o país precisa ampliar significativamente a superfície protegida nos próximos anos para atingir o objetivo.
A restauração de terras degradadas é outra frente em que o país apresentou números. Mais de um milhão de hectares já foram recuperados, dentro de uma meta de 40 milhões de hectares. O plantio de mais de 159 milhões de árvores também faz parte desse esforço. A reintrodução de mais de 10 mil animais selvagens em habitats naturais complementa as ações de restauração de ecossistemas.
As instituições citadas por Qurban mostram uma estrutura de governança voltada à biodiversidade. O Centro Nacional de Gestão de Resíduos apoia a transição para uma economia circular, enquanto a SHAMS atua na conservação de recifes de coral e tartarugas no Mar Vermelho. A CORDAP, lançada durante a presidência saudita do G20 em 2020, é uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento de corais.
A participação saudita na COP17 e na cúpula de líderes em Yerevan ocorre em um contexto de pressão global por maior ambição na proteção da natureza. Os países são chamados a apresentar planos e ações concretas para cumprir as metas do quadro de Kunming-Montreal. A Arábia Saudita, ao apresentar seus números e instituições, busca posicionar-se como um ator engajado nesse esforço.
O apelo por cooperação internacional e implementação mais rápida reflete uma preocupação comum entre os países em desenvolvimento: a necessidade de recursos, tecnologia e parcerias para viabilizar as metas ambientais. A declaração saudita menciona decisões, investimentos e parcerias como os meios para transformar compromissos em resultados tangíveis.
A cúpula de líderes em Yerevan, realizada na sexta-feira, antecedeu a conferência principal, que começa em 19 de outubro. A COP17 vai até 30 de outubro e deve reunir delegações de diversos países para negociar e avaliar o progresso da implementação do quadro global. A declaração saudita foi feita nesse contexto preparatório, antes do início das negociações formais.
O chefe da delegação saudita, dr. Mohammed Ali Qurban, é o CEO do Centro Nacional de Vida Selvagem. Ele liderou a delegação na cúpula e apresentou os números e as iniciativas do país. A SPA informou que a declaração foi feita na sexta-feira, em Yerevan, antes da COP17.
A nota da SPA não informa detalhes sobre os mecanismos de financiamento das ações apresentadas, nem sobre acordos específicos firmados durante a cúpula. Também não há informação sobre a posição saudita em relação a temas específicos da negociação da COP17, como metas de financiamento ou mecanismos de monitoramento. O texto não detalha como as 22 metas nacionais serão implementadas ou verificadas.
O que se sabe é que a Arábia Saudita apresentou um balanço de suas ações domésticas e um apelo por maior cooperação e implementação. Os números citados — 18,3% de áreas protegidas terrestres, 16,2% de marinhas, mais de um milhão de hectares restaurados, mais de 159 milhões de árvores plantadas e mais de 10 mil animais liberados — servem como base para sua mensagem na cúpula. A meta de 30% até 2030 e a restauração de 40 milhões de hectares são os objetivos declarados.
A participação na COP17 e na cúpula de líderes é parte do esforço saudita de se engajar nas discussões globais sobre biodiversidade. O país sediou a presidência do G20 em 2020, quando lançou a CORDAP, e desde então tem criado instituições e programas voltados à conservação. A SHAMS e o Centro Nacional de Gestão de Resíduos são exemplos dessa estrutura institucional.
A declaração de Qurban reforça a ligação entre biodiversidade e temas como segurança alimentar e hídrica, estabilidade e desenvolvimento sustentável. Essa abordagem amplia o argumento em favor da conservação, apresentando-a não apenas como uma obrigação ambiental, mas como um investimento com retornos para as nações. A mensagem foi levada à cúpula de líderes em Yerevan antes do início da COP17.
Quem representou a Arábia Saudita na Cúpula de Líderes de Biodiversidade em Yerevan? A declaração saudita foi apresentada pelo CEO do Centro Nacional de Vida Selvagem e chefe da delegação saudita, o dr. Mohammed Ali Qurban, na Cúpula de Líderes de Biodiversidade em Yerevan, realizada na sexta-feira. A cúpula antecedeu a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), prevista para 19 a 30 de outubro. Qurban liderou a delegação e apresentou os números e iniciativas do país no evento.
Quais são os números de áreas protegidas apresentados pela Arábia Saudita? Segundo Qurban, as áreas protegidas cobrem agora 18,3% do território terrestre da Arábia Saudita e 16,2% do território marinho. A meta é atingir 30% de cada um até 2030. Os dados foram apresentados na cúpula em Yerevan como parte do balanço das ações sauditas de conservação da biodiversidade. A SPA informou os percentuais sem detalhar a superfície total em quilômetros quadrados.
O que a Arábia Saudita fez em restauração de terras e plantio de árvores? A Arábia Saudita recuperou mais de um milhão de hectares de terras degradadas e plantou mais de 159 milhões de árvores, como parte de sua meta de restaurar 40 milhões de hectares. Além disso, liberou mais de 10 mil animais selvagens em seus habitats naturais. Os números foram citados por Qurban na cúpula de líderes em Yerevan, antes da COP17, que ocorre de 19 a 30 de outubro.
Quais instituições ambientais a Arábia Saudita destacou na cúpula? Qurban destacou o estabelecimento do Centro Nacional de Gestão de Resíduos, para apoiar a transição para uma economia circular, a Organização Geral para a Conservação dos Recifes de Coral e Tartarugas no Mar Vermelho (SHAMS) e a Plataforma Aceleradora de Pesquisa e Desenvolvimento de Corais (CORDAP), lançada durante a presidência saudita do G20 em 2020. Essas instituições integram a estrutura de governança ambiental citada na declaração.
Qual é o quadro nacional de biodiversidade adotado pela Arábia Saudita? Segundo Qurban, a Arábia Saudita adotou um quadro nacional de biodiversidade com 22 metas alinhadas ao Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. O país atribui grande importância à conservação da biodiversidade em linha com a Visão Saudita 2030, sob a liderança do rei Salman bin Abdulaziz Al Saud e do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman bin Abdulaziz Al Saud. O quadro orienta as políticas nacionais no setor.
O que a Arábia Saudita defendeu na COP17? A Arábia Saudita defendeu maior cooperação internacional e implementação mais rápida das metas globais de biodiversidade, convertendo compromissos ambientais em decisões, investimentos e parcerias com resultados concretos. O país descreveu a conservação da natureza como um investimento na estabilidade das nações, na segurança alimentar e hídrica e no desenvolvimento sustentável. A declaração foi feita na cúpula de líderes em Yerevan, antes da COP17.