Tuesday, October 27, 2026
Ciência

SHAMS implementa projeto de propagação e restauração de corais em Jeddah

SHAMS implementa projeto de propagação e restauração de corais em Jeddah

Jeddah é o local de implementação de um projeto para o estabelecimento de viveiros de corais conduzido pela General Organization for Conservation of Coral Reefs and Turtles in the Red Sea (SHAMS). A primeira fase da iniciativa foi lançada na La Mer Beach, contando com a cooperação do 17SIXTY Dive Center e o suporte da Saudi Water Sports & Diving Federation (SWSDF).

Conforme informou a agência estatal saudita SPA em 7 de outubro de 2026, o programa teve início em meados de 2024. Atualmente, o viveiro abriga 380 colônias de corais distribuídas em profundidades variadas, abrangendo 13 gêneros distintos. Como será o impacto a longo prazo dessa diversidade biológica na região?

O gênero Pocillopora é o mais proeminente do projeto, representando 64,5% do total com 245 colônias. Em seguida, destacam-se o gênero Acropora, com 62 colônias, e o Porites, com 35 colônias, além de outros gêneros presentes na amostra.

Os viveiros operam sob um ciclo científico rigoroso. O processo começa com o resgate de fragmentos de corais ameaçados ou a coleta de fragmentos em áreas danificadas nas proximidades. Posteriormente, esses fragmentos são fixados em mesas de viveiro, estruturas suspensas e unidades de corda. Qual a importância de isolar esses organismos de sedimentos e poluentes para garantir seu crescimento?

As atividades de cuidado e manutenção são constantes e incluem a remoção de algas, a fixação de novos fragmentos de corais e o controle de predadores. Entre as ameaças monitoradas estão a estrela-do-mar coroa-de-espinhos e os caracóis Drupella. Além disso, são realizadas visitas mensais de monitoramento e treinamento.

As colônias passam por avaliações semanais para a verificação de taxas de sobrevivência, estado de saúde, presença de doenças e ação de predadores. Já as taxas de crescimento são mensuradas a cada três meses. De que maneira esse acompanhamento rigoroso assegura a viabilidade da restauração?

Para garantir a rastreabilidade, cada colônia recebe um número de identificação único. Esse sistema permite rastrear a colônia parental, documentar todo o histórico de crescimento e determinar o local final onde a restauração será efetuada.

O projeto também incorpora a propagação de larvas através do uso de tecnologia tridimensional. Essa técnica fornece superfícies seguras que auxiliam as larvas de corais selvagens a se fixarem e crescerem. Será que a tecnologia 3D se tornará o padrão para a recuperação de recifes no Mar Vermelho?

Os resultados obtidos até o momento indicam que 298 colônias, o que representa 78,4% do total, apresentam saúde excelente com tecidos totalmente vivos. Adicionalmente, 231 colônias já atingiram um crescimento superior a 10 centímetros. Como esses números refletem a eficácia dos métodos de cultivo adotados?

A iniciativa contribui para o desenvolvimento de colônias de corais resgatadas e para o aumento do estoque de corais disponíveis para operações de restauração. O texto da SPA não detalha o orçamento total do projeto nem a data prevista para a conclusão de todas as fases.

Quais gêneros de corais são predominantes no projeto de Jeddah? O projeto conta com 13 gêneros, sendo o Pocillopora o mais expressivo com 245 colônias (64,5% do total). Seguem-se o Acropora, com 62 colônias, e o Porites, com 35 colônias. A SHAMS utiliza esses dados para monitorar a diversidade nos viveiros da La Mer Beach.

Como funciona o ciclo científico de manutenção dos corais? O ciclo inicia com o resgate de fragmentos ameaçados ou de áreas danificadas, que são fixados em mesas, estruturas suspensas e cordas. A manutenção envolve a remoção de algas, controle de predadores como a estrela-do-mar coroa-de-espinhos e caracóis Drupella, além de avaliações semanais de saúde.

Quais foram os resultados de saúde e crescimento das colônias? Os resultados mostram que 78,4% das colônias (298 unidades) estão em excelente estado de saúde com tecidos vivos. Além disso, 231 colônias já superaram a marca de 10 centímetros de crescimento, conforme o monitoramento realizado pela SHAMS.