O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Jasem Albudaiwi, afirmou que os setores de eletricidade e água representam uma prioridade estratégica e um pilar da ação conjunta do bloco, dado o papel central que têm na sustentabilidade dos recursos, no atendimento das necessidades dos Estados-membros e na preparação para desafios futuros. A declaração foi feita em Manama, no Bahrein, durante a 31ª reunião do Comitê de Cooperação em Eletricidade e Água do GCC.
Conforme informou a agência estatal saudita SPA em 5 de outubro de 2026, a reunião foi presidida pelo ministro de Assuntos de Eletricidade e Água do Bahrein, Yaser bin Ebrahim Humaidan, que também preside a sessão atual, com a participação dos membros do comitê.
Albudaiwi abriu seu discurso citando os resultados da 19ª Reunião Consultiva do Conselho Supremo, realizada em Jeddah em 28 de abril de 2026. Segundo ele, essas diretrizes reafirmaram a importância de reforçar a prontidão e a capacidade dos Estados do GCC para enfrentar crises e desafios. Entre as orientações estão o estudo da viabilidade de projetos de interligação hídrica entre os países-membros e a continuidade da expansão e do fortalecimento da rede elétrica do GCC.
O secretário-geral destacou a necessidade de traduzir essas diretrizes em iniciativas práticas que levem a ação conjunta do Golfo a horizontes mais amplos de integração e preparação. A pergunta que fica é: como os Estados-membros pretendem converter orientações de cúpula em obras e contratos concretos nos próximos anos?
Demanda crescente e números do setor
Albudaiwi explicou que a fase atual exige acelerar o avanço nas trilhas prioritárias, à frente delas a preparação para a demanda crescente por eletricidade e água. Ele informou que a geração total de eletricidade nos Estados do GCC alcançou aproximadamente 876 mil gigawatts-hora (GWh) em 2025, um aumento de 9,6% em relação ao ano anterior. A produção de água dessalinizada chegou a cerca de 8,5 bilhões de metros cúbicos, com taxa de crescimento de 10,8%.
Os dois indicadores apontam para uma expansão simultânea do consumo de energia e da necessidade de dessalinização em toda a região. Diante disso, cabe perguntar: o ritmo de crescimento da oferta acompanhará esse avanço da demanda sem pressionar as redes e as plantas existentes?
O secretário-geral também ressaltou a importância de elevar a eficiência dos sistemas de eletricidade e água, avançando na produção, transmissão e distribuição. Esse ponto conecta-se diretamente às diretrizes do Conselho Supremo sobre a rede elétrica do GCC, cuja expansão e fortalecimento foram citados como prioridade na reunião de Jeddah.
A rede elétrica do bloco e a eventual interligação hídrica aparecem, assim, como os dois eixos de infraestrutura mencionados no encontro de Manama. A questão é: qual desses eixos receberá primeiro um estudo de viabilidade concluído e uma decisão de investimento?
Albudaiwi vinculou a eficiência dos sistemas à capacidade dos países de atender às próprias necessidades e de responder a desenvolvimentos e desafios futuros. A formulação repete o argumento apresentado na abertura do discurso, quando classificou eletricidade e água como prioridade estratégica e pilar da ação conjunta do GCC.
O encontro em Manama reuniu os membros do comitê sob a presidência de Humaidan, ministro bahreinita de Eletricidade e Água e presidente da sessão atual. A 31ª reunião dá continuidade a uma série de encontros do comitê dedicados à cooperação setorial entre os Estados do Golfo.
Os números apresentados por Albudaiwi — 876 mil GWh gerados em 2025, alta de 9,6%, e 8,5 bilhões de metros cúbicos de água dessalinizada, alta de 10,8% — servem de base para o argumento de que a preparação para a demanda crescente é a trilha prioritária da fase atual. Como o bloco pretende medir o sucesso dessa preparação nos próximos anos?
A referência à 19ª Reunião Consultiva do Conselho Supremo, em Jeddah, em 28 de abril de 2026, ancora as diretrizes citadas pelo secretário-geral em uma decisão de cúpula. Dela saíram tanto o estudo de viabilidade da interligação hídrica quanto a orientação para continuar expandindo e reforçando a rede elétrica do GCC.
Albudaiwi insistiu que essas diretrizes precisam virar iniciativas práticas. O discurso, no entanto, não detalhou quais projetos seriam priorizados, nem prazos ou formas de financiamento. A pergunta que se impõe é: os estudos de viabilidade hídrica já estão em andamento ou ainda dependem de definição pelos Estados-membros?
A agenda do comitê combina, portanto, dois insumos essenciais para a região: energia elétrica e água dessalinizada. O crescimento de dois dígitos na produção de água e a alta de 9,6% na geração elétrica em 2025 dimensionam a pressão sobre os sistemas que o comitê se propõe a integrar e modernizar.
O secretário-geral encerrou seu pronunciamento defendendo que a eficiência dos sistemas de eletricidade e água seja elevada em toda a cadeia, da produção à distribuição. A nota da SPA não informa quais medidas específicas foram acordadas na 31ª reunião, nem se o comitê aprovou recomendações sobre os estudos de interligação hídrica ou sobre a expansão da rede elétrica.
O que Albudaiwi declarou sobre eletricidade e água no GCC? O secretário-geral do GCC, Jasem Albudaiwi, afirmou que os setores de eletricidade e água representam uma prioridade estratégica e um pilar da ação conjunta do bloco. Segundo ele, esses setores têm papel central na sustentabilidade dos recursos, no atendimento das necessidades dos Estados-membros e na preparação para desafios futuros. A declaração foi feita durante a 31ª reunião do Comitê de Cooperação em Eletricidade e Água do GCC, realizada em Manama, no Bahrein, conforme informou a agência estatal saudita SPA em 5 de outubro de 2026.
Quais números do setor foram apresentados na reunião? Albudaiwi informou que a geração total de eletricidade nos Estados do GCC alcançou aproximadamente 876 mil gigawatts-hora em 2025, um aumento de 9,6% em relação ao ano anterior. A produção de água dessalinizada chegou a cerca de 8,5 bilhões de metros cúbicos, com taxa de crescimento de 10,8%. Os dados foram usados para sustentar o argumento de que a preparação para a demanda crescente por eletricidade e água é a trilha prioritária da fase atual do bloco.
O que a 19ª Reunião Consultiva do Conselho Supremo definiu? Segundo Albudaiwi, os resultados da 19ª Reunião Consultiva do Conselho Supremo, realizada em Jeddah em 28 de abril de 2026, reafirmaram a importância de reforçar a prontidão e a capacidade dos Estados do GCC para enfrentar crises e desafios. As diretrizes incluíram o estudo da viabilidade de projetos de interligação hídrica entre os países-membros e a continuidade da expansão e do fortalecimento da rede elétrica do GCC. Ele defendeu que essas orientações sejam traduzidas em iniciativas práticas.
Quem presidiu a 31ª reunião do comitê? A 31ª reunião do Comitê de Cooperação em Eletricidade e Água do GCC foi realizada em Manama e presidida pelo ministro de Assuntos de Eletricidade e Água do Bahrein, Yaser bin Ebrahim Humaidan, que também preside a sessão atual. O encontro contou com a participação dos membros do comitê. A reunião ocorreu em 5 de outubro de 2026, conforme a SPA, e deu continuidade à série de encontros setoriais do bloco.
O que a nota da SPA não informa sobre a reunião? A nota da SPA não informa quais medidas específicas foram acordadas na 31ª reunião, nem se o comitê aprovou recomendações sobre os estudos de interligação hídrica ou sobre a expansão da rede elétrica do GCC. Também não há detalhes sobre projetos priorizados, prazos, formas de financiamento ou valores de investimento. O texto se concentra nas declarações de Albudaiwi sobre prioridades, diretrizes da cúpula de Jeddah e indicadores de geração elétrica e produção de água dessalinizada em 2025.