A Réserve Royale do Prince Mohammed bin Salman trabalha na reintrodução do leão asiático (Panthera leo leo), uma subespécie ameaçada de extinção que faz parte de 23 espécies historicamente presentes aprovadas para retorno pelo conselho de administração.
Conforme informou a agência estatal saudita SPA em 10 de agosto de 2026, a reserva utiliza seus 24.500 quilômetros quadrados para reconstituir uma pirâmide trófica completa e sustentável para permitir a volta do superpredador.
O CEO da reserva, Andrew Zaloumis, afirmou que o leão integrava a paisagem antiga da região e que a reintrodução é um processo de várias gerações para estabelecer as condições necessárias ao seu retorno definitivo.
O leão aparece em gravuras rupestres em mais de 12 locais da reserva. Há cerca de 12.000 anos, durante a “Arábia verde”, um corredor fértil ligando a região à África favorecia herbívoros e predadores, com refúgios climáticos em cânions como o Wadi Al-Disah.
A caça excessiva e armas de fogo modernas causaram a extinção dos leões da Arábia no fim do século XIX. A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica a espécie como “em perigo”, com 1.100 a 1.300 indivíduos selvagens no mundo, sendo 891 no Grande Gir, na Índia.
Qual o objetivo da Réserve Royale do Prince Mohammed bin Salman? A reserva trabalha na reintrodução do leão asiático (Panthera leo leo), que é uma subespécie ameaçada de extinção. O projeto faz parte de um plano para trazer de volta 23 espécies historicamente presentes na região, aprovadas pelo conselho de administração da reserva.
Como a reserva está preparando o terreno para os leões? A instituição utiliza seus 24.500 quilômetros quadrados para reconstituir uma pirâmide trófica completa e sustentável. Segundo o CEO Andrew Zaloumis, o objetivo é criar as condições necessárias para que o superpredador possa retornar definitivamente ao habitat.
Qual a evidência histórica da presença de leões na região? Existem gravuras rupestres que mostram leões em mais de 12 locais da reserva. Além disso, há registros de que, há 12.000 anos, durante a “Arábia verde”, corredores férteis e cânions como o Wadi Al-Disah serviam de refúgio para a fauna.
Qual a situação atual da população de leões asiáticos? A espécie é classificada como “em perigo” pela UICN, com apenas 1.100 a 1.300 indivíduos selvagens no mundo. O principal grupo reside no Grande Gir, na Índia, onde um censo recente contabilizou aproximadamente 891 indivíduos.