O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Jasem Albudaiwi, afirmou que a segurança hídrica constitui uma prioridade estratégica para os Estados-membros do GCC, cruzando-se diretamente com a segurança humana, a prosperidade econômica, a segurança alimentar e a segurança energética como pilar fundamental da estabilidade.
Conforme informou a agência estatal saudita SPA, Albudaiwi fez essas declarações durante um painel intitulado «Water as a Strategic Imperative: From Global Challenges to Collective Action», organizado pela Missão Permanente dos Emirados Árabes Unidos junto às Nações Unidas, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 25 de setembro de 2026.
O painel reuniu o tema da água não como uma questão setorial isolada, mas como um eixo que atravessa várias dimensões da segurança regional. Albudaiwi situou a segurança hídrica no centro de uma equação que envolve a segurança humana, a prosperidade econômica, a segurança alimentar e a segurança energética. A formulação apresentada pelo secretário-geral do GCC coloca a água como um pilar fundamental da estabilidade, e não apenas como um recurso a ser gerido.
O secretário-geral observou que a escassez hídrica regional duradoura levou os países do GCC a inovar, investir e construir ampla experiência em dessalinização, reciclagem de águas residuais, gestão da demanda e tecnologias avançadas, ao mesmo tempo que fortaleceu o nexo água-energia-alimentos-clima.
Esse nexo, segundo a descrição feita no painel, não é uma construção teórica, mas uma realidade operacional para os Estados do Golfo. A dessalinização, a reciclagem de águas residuais, a gestão da demanda e as tecnologias avançadas aparecem como áreas em que os países do GCC acumularam experiência ao longo do tempo, em resposta a uma condição de escassez que se mantém. A pergunta que se impõe é: como transformar essa experiência acumulada em respostas coletivas que resistam a choques simultâneos em várias frentes?
Albudaiwi enfatizou que a tecnologia, por si só, não pode garantir a segurança hídrica. A afirmação desloca o debate do campo puramente técnico para o campo da cooperação institucional e da coordenação política. Se a tecnologia não basta, o que falta para que a segurança hídrica deixe de ser uma aspiração e passe a ser uma condição sustentada no tempo?
Nesse contexto, ele destacou iniciativas conjuntas em curso no âmbito do GCC para estabelecer uma interligação regional da rede de água. O projeto tem como objetivo reforçar a segurança do abastecimento, a prontidão regional e as capacidades de resposta a emergências durante crises.
A interligação regional da rede de água é apresentada como uma resposta à necessidade de segurança de abastecimento, de prontidão regional e de capacidade de resposta a emergências em situações de crise. Trata-se de uma infraestrutura que, pela sua natureza, exige coordenação entre Estados e não apenas investimento nacional isolado. Como se constrói confiança entre países quando a infraestrutura partilhada se torna parte da segurança de cada um?
O secretário-geral do GCC também apelou ao aproveitamento da inteligência artificial, de sistemas inteligentes de gestão da água e de energias renováveis, ao lado de modelos colaborativos de financiamento que liguem governos, instituições de desenvolvimento e o setor privado para desenvolver projetos de infraestrutura escaláveis.
A combinação proposta por Albudaiwi envolve inteligência artificial, sistemas inteligentes de gestão da água e energias renováveis, articulados com modelos colaborativos de financiamento. Esses modelos ligariam governos, instituições de desenvolvimento e o setor privado, com o objetivo de desenvolver projetos de infraestrutura escaláveis. A questão que emerge é: que tipo de arranjo financeiro consegue sustentar projetos de infraestrutura hídrica cujo retorno se mede em décadas, não em ciclos políticos?
Albudaiwi concluiu apontando para a próxima Conferência da ONU sobre a Água, coorganizada pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Senegal em Abu Dhabi, em dezembro de 2026, como uma plataforma pivotal para avançar parcerias multilaterais na área da água e investimentos tangíveis.
A conferência de dezembro de 2026, em Abu Dhabi, é apresentada como o próximo momento em que as parcerias multilaterais e os investimentos tangíveis no setor da água podem ser impulsionados. A referência a investimentos tangíveis sugere uma preocupação com a passagem do discurso à execução. Que compromissos concretos podem sair de Abu Dhabi em dezembro de 2026?
A intervenção de Albudaiwi ocorreu à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, num painel organizado pela Missão Permanente dos Emirados Árabes Unidos junto às Nações Unidas. O enquadramento multilateral do evento é coerente com a mensagem apresentada, que situa a água como uma questão que exige ação coletiva e não apenas respostas nacionais.
Ao longo da sua intervenção, o secretário-geral do GCC articulou quatro dimensões que, segundo a sua descrição, se cruzam diretamente com a segurança hídrica: a segurança humana, a prosperidade econômica, a segurança alimentar e a segurança energética. Essa articulação é relevante porque sugere que uma perturbação no abastecimento de água não afeta apenas o consumo doméstico, mas se propaga por cadeias econômicas e por setores estratégicos.
A escassez hídrica regional duradoura é apresentada como o motor que levou os países do GCC a inovar e a investir. A dessalinização, a reciclagem de águas residuais, a gestão da demanda e as tecnologias avançadas são identificadas como áreas de expertise construída. O fortalecimento do nexo água-energia-alimentos-clima é descrito como resultado desse processo.
O projeto de interligação regional da rede de água, mencionado por Albudaiwi, é a iniciativa concreta de cooperação destacada na sua intervenção. Os objetivos declarados são reforçar a segurança do abastecimento, a prontidão regional e as capacidades de resposta a emergências durante crises. A dimensão de emergência é particularmente relevante num contexto em que a continuidade do abastecimento pode ser afetada por fatores diversos.
A chamada ao uso de inteligência artificial, sistemas inteligentes de gestão da água e energias renováveis insere-se numa lógica de modernização da gestão hídrica. Os modelos colaborativos de financiamento, que ligariam governos, instituições de desenvolvimento e setor privado, são apresentados como o meio para desenvolver projetos de infraestrutura escaláveis. A escala é explicitamente mencionada como objetivo.
A próxima Conferência da ONU sobre a Água, coorganizada pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Senegal em Abu Dhabi, em dezembro de 2026, é apontada como plataforma pivotal para avançar parcerias multilaterais na área da água e investimentos tangíveis. A escolha de Abu Dhabi como local reforça a centralidade do Golfo no debate global sobre a água.
A nota da SPA não informa detalhes sobre o financiamento específico do projeto de interligação regional da rede de água, nem sobre prazos, custos ou fases de implementação. Não são indicados valores, nem a dimensão da infraestrutura prevista. Também não são especificados os mecanismos concretos de coordenação entre os Estados-membros do GCC para o projeto.
Além disso, a nota não detalha quais tecnologias específicas de inteligência artificial ou de gestão inteligente da água estão a ser consideradas, nem que modelos de financiamento colaborativo estão em discussão. A referência a instituições de desenvolvimento e ao setor privado é genérica, sem nomear entidades ou instrumentos financeiros.
A menção à Conferência da ONU sobre a Água em Abu Dhabi, em dezembro de 2026, não é acompanhada de uma agenda ou de objetivos quantificados. A nota também não indica se haverá compromissos nacionais ou regionais a serem anunciados nessa ocasião.
O painel em que Albudaiwi interveio foi organizado pela Missão Permanente dos Emirados Árabes Unidos junto às Nações Unidas, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O título do painel, «Water as a Strategic Imperative: From Global Challenges to Collective Action», reflete a passagem do diagnóstico global para a ação coletiva, que é precisamente o eixo da mensagem apresentada pelo secretário-geral do GCC.
A data da intervenção é 25 de setembro de 2026, em Nova York. A nota foi divulgada pela SPA às 18:00 no horário local e às 15:00 GMT.
O que Albudaiwi disse sobre a segurança hídrica no GCC? Albudaiwi afirmou que a segurança hídrica constitui uma prioridade estratégica para os Estados-membros do GCC, cruzando-se diretamente com a segurança humana, a prosperidade econômica, a segurança alimentar e a segurança energética como pilar fundamental da estabilidade. A declaração foi feita durante um painel organizado pela Missão Permanente dos Emirados Árabes Unidos junto às Nações Unidas, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 25 de setembro de 2026.
Que iniciativas conjuntas do GCC foram mencionadas? Albudaiwi destacou iniciativas conjuntas em curso no âmbito do GCC para estabelecer uma interligação regional da rede de água. O projeto tem como objetivo reforçar a segurança do abastecimento, a prontidão regional e as capacidades de resposta a emergências durante crises. A nota da SPA não informa detalhes sobre financiamento específico, prazos, custos ou fases de implementação do projeto de interligação regional da rede de água.
Que áreas de expertise os países do GCC desenvolveram? Segundo Albudaiwi, a escassez hídrica regional duradoura levou os países do GCC a inovar, investir e construir ampla experiência em dessalinização, reciclagem de águas residuais, gestão da demanda e tecnologias avançadas. Esse processo fortaleceu o nexo água-energia-alimentos-clima. O secretário-geral enfatizou que a tecnologia, por si só, não pode garantir a segurança hídrica, o que desloca o debate para a cooperação institucional e a coordenação política entre os Estados.
Que papel Albudaiwi atribuiu à inteligência artificial e ao financiamento? Albudaiwi apelou ao aproveitamento da inteligência artificial, de sistemas inteligentes de gestão da água e de energias renováveis. Também defendeu modelos colaborativos de financiamento que liguem governos, instituições de desenvolvimento e o setor privado para desenvolver projetos de infraestrutura escaláveis. A nota da SPA não detalha quais tecnologias específicas de inteligência artificial ou de gestão inteligente da água estão a ser consideradas, nem que modelos de financiamento colaborativo estão em discussão.
Qual é a próxima conferência mencionada por Albudaiwi? Albudaiwi apontou para a próxima Conferência da ONU sobre a Água, coorganizada pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Senegal em Abu Dhabi, em dezembro de 2026. Segundo ele, a conferência será uma plataforma pivotal para avançar parcerias multilaterais na área da água e investimentos tangíveis. A nota da SPA não indica uma agenda ou objetivos quantificados para a conferência, nem se haverá compromissos nacionais ou regionais a serem anunciados nessa ocasião.
Onde e quando ocorreu a intervenção de Albudaiwi? A intervenção ocorreu durante um painel intitulado «Water as a Strategic Imperative: From Global Challenges to Collective Action», organizado pela Missão Permanente dos Emirados Árabes Unidos junto às Nações Unidas. O evento realizou-se à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 25 de setembro de 2026. A nota foi divulgada pela SPA às 18:00 no horário local e às 15:00 GMT.





