Em Jeddah, a Saudifood Show 2026 e a Saudifood Manufacturing 2026 reuniram chefs da Arábia Saudita e do exterior em experiências de culinária ao vivo, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer de perto sua expertise no desenvolvimento de habilidades culinárias, no aperfeiçoamento de práticas especializadas de cozinha, no preparo de pratos e no uso de ingredientes.
Conforme informou a agência estatal saudita SPA em 29 de setembro de 2026, entre os participantes estavam a chef executiva saudita, desenvolvedora de alimentos e consultora culinária Bdoor Badr e o chef italiano Simone Marchi, que apresentaram uma experiência de culinária ao vivo combinando sabores italianos e sauditas e destacando as semelhanças entre as duas cozinhas.
O próprio formato do evento coloca o público diante da panela, não apenas do prato pronto. Quem visita os estandes vê a técnica em tempo real: o corte, o ponto do tempero, a sequência de montagem, a escolha do ingrediente. Para quem cozinha em casa ou trabalha em cozinha profissional, essa proximidade muda a forma de aprender. Não é uma aula formal, com apostila e prova, mas também não é só entretenimento. É observação prática, feita no ritmo de quem está do outro lado do balcão. Como isso se traduz em habilidade real depois que o visitante volta para casa?
A presença de Bdoor Badr dá ao evento uma referência local. Ela atua como chef executiva, desenvolvedora de alimentos e consultora culinária, ou seja, transita entre a cozinha, a criação de produtos e a orientação técnica. Esse perfil interessa tanto a profissionais quanto a empresas que buscam desenvolver receitas e itens de menu. Ao dividir o palco com um chef italiano, a proposta não é apagar diferenças, mas colocá-las lado a lado. Quais semelhanças entre a cozinha saudita e a italiana aparecem quando os dois trabalham juntos?
Simone Marchi traz para Jeddah uma trajetória ligada à promoção da culinária italiana no exterior. Ele liderou programas culinários para missões italianas no exterior e apresentou pratos inspirados em diversas regiões da Itália como parte dos eventos da Semana da Cozinha Italiana no Mundo. Essa experiência em contextos internacionais ajuda a explicar por que o formato de demonstração ao vivo funciona: o chef já está acostumado a apresentar sua cozinha para públicos de culturas diferentes, adaptando explicações e escolhas de pratos. Como um prato regional italiano é apresentado a um público que talvez nunca o tenha provado?
Os organizadores descrevem objetivos claros para as atividades. O evento busca promover a conscientização sobre cozinhas e pratos tradicionais como símbolos importantes de identidade cultural em todo o mundo. Busca também fomentar a interação entre culturas por meio da integração de ingredientes culinários modernos. E procura criar novas experiências culinárias preservando a identidade cultural, além de oferecer uma janela para diferentes culturas ao redor do mundo.
Esses quatro objetivos se conectam. Promover a tradição sem isolá-la, integrar ingredientes modernos sem descaracterizar o prato, criar novidade sem romper com a origem e abrir espaço para outras culturas sem perder a própria. Na prática, é um equilíbrio delicado. Ingredientes modernos podem ampliar repertório ou diluir referências, dependendo de como são usados. Quem decide o limite entre inovação e descaracterização?
A combinação de sabores italianos e sauditas apresentada por Badr e Marchi é um exemplo concreto desse exercício. Duas cozinhas com histórias distintas, mas com pontos de contato que os chefs destacaram durante a demonstração. A proximidade entre ingredientes, técnicas de preparo e formas de servir cria uma ponte que o público pode ver, cheirar e, em muitos casos, provar. Para o visitante, a experiência deixa de ser abstrata. Não se trata de ler sobre uma cozinha estrangeira, mas de vê-la sendo feita por quem a pratica. O que fica dessa vivência quando o visitante volta para a rotina?
As duas feiras ocorrem em paralelo: Saudifood Show 2026 e Saudifood Manufacturing 2026. A primeira concentra a experiência culinária, os chefs e as demonstrações voltadas ao público. A segunda aponta para o lado industrial e de produção, com equipamentos, processos e insumos que sustentam a operação por trás dos pratos. Juntas, cobrem a cadeia de forma ampla, da criação da receita à fabricação em escala. Como essa integração entre cozinha e indústria aparece para quem visita os dois espaços?
O formato de culinária ao vivo também cumpre uma função de formação indireta. Ao observar um chef experiente trabalhar, o visitante absorve detalhes que dificilmente aparecem em receitas escritas: a temperatura da frigideira, a ordem dos ingredientes, o tempo de descanso, o ajuste final de sal e acidez. São decisões rápidas, tomadas no calor da execução, e que fazem diferença no resultado. Para quem busca refinar práticas especializadas, essa observação tem valor prático. Quanto do aprendizado culinário vem da observação direta, e não da instrução formal?
A dimensão cultural é central na proposta. Cozinhas tradicionais carregam história, território e memória de comunidades. Quando um evento internacional coloca pratos tradicionais em destaque, ele reforça que esses pratos não são apenas comida, mas parte da identidade de um povo. Ao mesmo tempo, a interação com outras culturas evita que a tradição se feche em si mesma. A troca pode gerar respeito mútuo e curiosidade. Pode também gerar adaptações que agradam públicos mais amplos. Onde termina a troca cultural e começa a apropriação?
Para a Arábia Saudita, sediar eventos desse tipo em Jeddah reforça a cidade como ponto de encontro gastronômico. A presença de chefs estrangeiros e a participação de profissionais sauditas criam um ambiente de intercâmbio que beneficia restaurantes, fornecedores, estudantes de gastronomia e o público em geral. A visibilidade internacional da cena culinária local tende a crescer quando nomes como Bdoor Badr dividem espaço com chefs de outras tradições. Que efeitos duradouros esse tipo de evento deixa para a cena gastronômica local?
A Semana da Cozinha Italiana no Mundo, mencionada no currículo de Marchi, é um exemplo de como países usam a gastronomia como instrumento de presença cultural. Pratos inspirados em diferentes regiões da Itália levam ao público estrangeiro não uma imagem única, mas uma diversidade regional. A Itália não é uma cozinha só, e apresentá-la por regiões mostra essa variedade. No caso saudita, a diversidade regional também é ampla, com tradições distintas entre áreas do país. Como apresentar essa diversidade sem reduzi-la a um único prato símbolo?
Os objetivos declarados pelo evento apontam para resultados de médio e longo prazo: conscientização, interação, criação e abertura cultural. São metas difíceis de medir em uma única edição. O que se pode observar de imediato é a movimentação de público, o interesse nas demonstrações e o contato entre profissionais. A partir daí, o impacto aparece em menus, produtos e parcerias que surgem depois. Quem acompanha o setor consegue perceber mudanças no repertório dos restaurantes ao longo do tempo?
A experiência de culinária ao vivo combina duas coisas que raramente andam juntas em eventos de grande porte: técnica e cultura. A técnica está no gesto do chef, na execução precisa, no domínio do ingrediente. A cultura está na origem do prato, na história que ele carrega, no significado que tem para quem o prepara. Quando Badr e Marchi unem cozinha saudita e italiana no mesmo balcão, os dois elementos ficam visíveis ao mesmo tempo. Para o visitante, é uma oportunidade de ver que cozinhar é, ao mesmo tempo, ofício e expressão. O que o público leva para casa depois de assistir a uma demonstração assim?
A nota da SPA não informa o número de chefs participantes, a programação completa das demonstrações, os pratos específicos preparados na experiência de Badr e Marchi, o público total das feiras nem as datas exatas de cada atividade. Também não detalha os ingredientes usados na combinação de sabores italianos e sauditas, nem os resultados esperados para além dos objetivos gerais descritos.
Quem participou das demonstrações de culinária ao vivo? A SPA informou que participaram a chef executiva saudita, desenvolvedora de alimentos e consultora culinária Bdoor Badr e o chef italiano Simone Marchi. Os dois apresentaram uma experiência de culinária ao vivo que combinou sabores italianos e sauditas e destacou semelhanças entre as duas cozinhas. A nota não informa quantos chefs participaram no total nem a programação completa das atividades.
Qual é a trajetória do chef italiano Simone Marchi? Conforme a SPA, Marchi liderou programas culinários para missões italianas no exterior. Ele também apresentou pratos inspirados em diversas regiões da Itália como parte dos eventos da Semana da Cozinha Italiana no Mundo. Essa experiência internacional explica sua atuação em demonstrações voltadas a públicos de culturas diferentes. A nota não detalha quais pratos ele preparou especificamente em Jeddah.
Quais são os objetivos declarados dos eventos? Os eventos buscam promover a conscientização sobre cozinhas e pratos tradicionais como símbolos importantes de identidade cultural mundial. Também pretendem fomentar a interação entre culturas por meio da integração de ingredientes culinários modernos, criar novas experiências culinárias preservando a identidade cultural e oferecer uma janela para diferentes culturas ao redor do mundo. São metas de médio e longo prazo, sem métricas divulgadas.
Onde e quando ocorreram os eventos? A SPA informou que a Saudifood Show 2026 e a Saudifood Manufacturing 2026 ocorreram em Jeddah, com a nota datada de 29 de setembro de 2026. As duas feiras aconteceram em paralelo, uma voltada à experiência culinária e outra ao lado industrial e de produção. A nota não informa o local exato nem as datas de início e encerramento de cada feira.
O que a nota da SPA não informa sobre o evento? A nota não informa o número total de chefs participantes, a programação completa das demonstrações, os pratos específicos preparados por Bdoor Badr e Simone Marchi, o público total das feiras nem as datas exatas de cada atividade. Também não detalha os ingredientes usados na combinação de sabores italianos e sauditas, nem resultados além dos objetivos gerais descritos.





